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Olimpíadas de Química |
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Estudantes paulistas conquistam medalhas na Olimpíada Internacional de Química - IChO em 2010 (Japão) e 2011 (Turquia) (fotos acima). Leia mais... As Olimpíadas de Química são atividades científico/culturais de caráter competitivo para estudantes de ensino médio (antigo 2º grau) e de séries finais do ensino fundamental. Delegações de aproximadamente 70 países participam anualmente da Olimpíada Internacional de Química (IChO), entre eles, o Brasil. Os representantes brasileiros na IChO tem que vencer primeiro a Olimpíada Brasileira de Química (OBQ), da qual participam, por sua vez, os ganhadores das Olimpíadas Estaduais de Química e os vencedoresda Olimpíada Brasileira de Química Júnior. A OBQ ressurgiu em 1996, por iniciativa da Universidade Federal do Ceará, da Universidade Estadual do Ceará e da FUNCAP. Essas entidades continuam presentes na OBQ que, desde 2000, é uma atividade realizada pela Associação Brasileira de Química - ABQ, com a participação de 27 estados. Em 2008 foi instituída a Olimpíada Brasileira de Química Junior, OBQJr, para estudantes das séries finais do ensino fundamental, como parte do Programa Nacional Olimpíadas de Química. Origens da IChO: A Olimpíada Internacional de Química teve origem em 1968 com a participação da então Checoslováquia, da Polônia e da Hungria. Logo, outras nações do leste europeu ingressaram na IChO e já em 1974, também os países do oeste da Europa aderiram. Os Estados Unidos ingressaram em 1984 e o Brasil, em 1999. Atualmente, participam da IChO estudantes de cerca de 70 países. A trajetória da IChO encontra-se resumida numa apresentação ilustrada (38 slides, formato pdf, texto em inglês) que inclui a classificação dos países até 2008 (inclusive o Brasil) e exemplos de provas. Origens da OQSP: Em 1996, foi realizada em São Paulo a IV Maratona Científica em Química durante o XXXVI Congresso Brasileiro de Química da ABQ. Em 1997 a ABQ-SP organizou a Maratona Regional de Química. Já em 1998 esse evento estadual, sob o nome de Mol.P.Quim se credenciou para inscrever seus 40 vencedores na OBQ. O nome Olimpíada de Química do Estado de São Paulo foi adotado em meados do ano 2000, com o lançamento da OQSP-2001. |
A Olimpíada de Química do Estado de São Paulo (OQSP) tem início no mes de setembro de cada ano com a divulgação do tema das redações pelos seguintes meios principais: i) Nove mil cartazes e 9 mil folhetos com o regulamento e o calendário, enviados a milhares de escolas (cadastramento de endereços de escolas pelo e-mail abqsp@iq.usp.br); ii) Pela AllChemy, http://allchemy.iq.usp.br; iii) Por e-mail enviado aos 7 mil assinantes da lista da OQSP (escolas, professores e estudantes podem se cadastrar na lista pelo e-mail abqsp@iq.usp.br). Os estudantes de 1ª e 2ª série de ensino médio de escolas/colégios localizadas no Estado de São Paulo entregam suas redações sobre o tema anual aos professores de química. Os professores selecionam, entre todas as redações recebidas de todas as turmas na escola, as duas duas melhores de 1ª série e as duas melhores de 2ª série. A direção da instituição de ensino faz a inscrição dos autores na OQSP até a data limite indicada no calendário (2ª quinzena de novembro). Durante as férias escolares, a Comissão Julgadora, composta por mais de quarenta doutores em química, avalia todas as redações recebidas. Em março, a ABQ-SP convoca o 1º autor (autor principal) das 100 melhores redações para a Fase Final. Convoca também cerca de 40 "treineiros" da FUVEST das áreas de exatas e biológicas com as melhores notas na 2ª fase do vestibular e os 4 vencedores de cada evento seletivo regional credenciado: Olimpíada Regional - USP Ribeirão Preto e Torneio Virtual de Química - IQ-UNICAMP, Campinas. Todos os autores, co-autores e professores de química dos finalistas convocados recebem DIPLOMA DE MÉRITO por terem alcançado a Fase Final da OQSP. Um segundo DIPLOMA é expedido aos 40 vencedores da Fase Final, além das medalhas. A prova da Fase Final da OQSP ocorre num sábado, no início de junho do ano posterior à inscrição, com correção e premiação no mesmo dia. Das 40 medalhas outorgadas, as 6 de ouro tem sido acompahadas de prêmios em dinheiro, culminando com "Prêmio Professor Gerado Vicentini" (foto acima), outorgado pelo Instituto de Química da USP. e o "Prêmio Talentos", introduzido em 2011 pela BRASKEM. Os 40 agraciados com medalhas passam a representar o Estado de São Paulo em nível nacional, sendo inscritos automaticamente pela ABQ-SP na OBQ, que é, por sua vez, única via de acesso de brasileiros à OIAQ e à IChO. Em 2009, pela primeira vez, um estudante paulista, Daniel Kakiuthi, retornou com medalha de bronze de uma Olimpíada Ibero-americana de Química, OIAQ, realizada em Cuba. Em 2010, vieram para o Estado de São Paulo as primeiras medalhas da Olimpíada Internacional de Química. Jéssica Kazumi Okuma e André Silva Franco conquistaram medalhas de bronze na 42nd IChO, Japão, em julho de 2010, e, em outubro, medalhas de ouro na OIAQ, México. O resultado foi noticiado, por exemplo, pela ABICLOR (uma das patrocinadoras da OBQ e da OQSP), pela USP e pela Agência FAPESP. Em julho de 2011, uma medalha de bronze da Olimpíada Internacional de Química 43rd IChO, realizada na Turquia, foi conferida à estudante paulista Tábata C. A. de Pontes. No mesmo evento, outros dois brasileiros conquistaram medalhas, sendo umade prata e uma de bronze. Em setembro de 2011, a estudante paulista Tábata C. A. de Pontes e dois estudantes do Ceará, conquistaram medalhas de ouro na Olimpíada Ibero-americana de Química realizada em Teresina, PI, enquanto Daniel Hara trouxe uma medalha de prata para São Paulo. |