O que é? Como participar?

Olimpíadas de Química

São certames científico/culturais para estudantes; tem caráter competitivo, foco em Química e participação voluntária; correm anualmente em cerca de 80 países e, juntamente com as Olimpíadas de Física, Matemática, Astronomia, Robótica, Ciências, etc., recebem a denominação geral de Olimpíadas de Conhecimento. 

No Brasil são oferecidas Olimpíadas de Química a estudantes dos seguintes níveis:
- séries finais ensino fundamental - Olimpíada Brasileira de Química Júnior - OBQJr;
- ensino médio - Olimpíada Brasileira de Química - OBQ;
- ensino superior - Olimpíada Brasileira do Ensino Superior de Química - OBESQ.

Olimpíada Brasileira de Química (OBQ)

A OBQ é desenvolvida em 6 Fases, sendo estaduais as Fases I e II. Os vencedores de todos os estados participam da Fase III, um exame nacional que define os vencedores da OBQ. Os vencedores da Fase III - modalidade A prosseguem competindo para definir, ao final da Fase VI, os representantes do Brasil nas olimpíadas internacionais.

Olimpíada de Química do Estado de São Paulo (OQSP)

Os estudantes de ensino médio (e séries finais do ensino fundamental) matriculados no Estado de São Paulo dispõe de quatro vias de acesso à Fase II - Final da OQSP, detalhadas na aba PARTICIPAR! do site da OQSP na AllChemy. A Fase I da OQSP começa em setembro e o exame da Fase II - Final é aplicado no 1º ou 2º sábado de junho. Os 56 vencedores recebem medalhas e são inscritos na Fase III da OBQ. Veja temas, redações e resultados anteriores na AllChemy.

Olimpíada Ibero-americana de Química (OIAQ)

A Olimpíada Ibero-americana de Química é um concurso entre estudantes ibero-americanos que se realiza, a cada ano, no mes de setembro ou outubro, em um dos 15 a 17 países participantes. A delegação brasileira, via de regra, alcança a mais alta pontuação entre delegações participantes da OIAQ e as conquistas dos estudantes pauilistas são elencadas no final desta página. Para compor a delegação brasileira é necessário se classificar da Fase VI da OBQ.

International Chemistry Olympiad (IChO)


A Olimpíada Internacional de Química é realizada anualmente no mês de julho em um dos cerca de 80 países participantes. O Brasil detém muitas medalhas de bronze e prata da IChO e, em 2018, conquistou duas medalhas de ouro (veja resultados dos paulistas no final desta página). A delegação de estudantes de ensino médio que representa o país na IChO é escolhida na Fase VI da OBQ. Para participar da OBQ – Fase III é necessário classificar-se entre os 56 vencedores de um dos estados do país ou reunir mais de 80 pontos na OBQJr.


Quando Começou?

Origens da OBQ

Por iniciativa do Instituto de Química da USP, com o apoio da FAPESP, da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ, foi realizada em 1986 a primeira Olimpíada de Química no país. O evento evoluiu até contar com a participação de estudantes de cinco estados em 1989, sendo suspenso no ano seguinte.

A OBQ ressurgiu em 1996, por iniciativa da Universidade Federal do Ceará, da Universidade Estadual do Ceará e da FUNCAP, sob a coordenação do Prof. Sérgio Melo. Desde o ano 2000 a OBQ é realizada pela Associação Brasileira de Química - ABQ e promovida pelas Universidades Federais do Ceará e do Piauí, tendo alcançado a participação de 27 estados. Em 2008 foi instituída a Olimpíada Brasileira de Química Junior, OBQJr, para estudantes das séries finais do ensino fundamental, como parte do Programa Nacional Olimpíadas de Química.

Origens da IChO

A Olimpíada Internacional de Química teve origem em 1968 com a participação da então Checoslováquia, da Polônia e da Hungria. Logo, outras nações do leste europeu ingressaram na IChO e em 1974 também os países do oeste da Europa aderiram. Os Estados Unidos ingressaram em 1984 e o Brasil, em 1999. Atualmente, participam da IChO estudantes de cerca de 80 países.

Origens da OQSP

Em 1996, foi realizada em São Paulo a IV Maratona Científica em Química durante o 36º Congresso Brasileiro de Química da ABQ. Em 1997 a ABQ-SP organizou a Maratona Regional de Química. Em 1998 a Maratona + Olimpíada de Química do ESP foi credenciada a inscrever seus 40 vencedores na OBQ. O nome Olimpíada de Química do Estado de São Paulo, OQSP, foi adotado em meados do ano 2000, com o lançamento da OQSP-2001.



As conquistas (dos paulistas)

Medalhas por ano na IChO

2019

(EM BREVE)

2018

Os quatro estudantes brasileiros que representaram o Brasil na 50th International Chemistry Olympiad (IChO-2018), realizada na Eslováquia e na República Tcheca, obtiveram resultados ainda melhores, conquistando, pela 1ª vez, duas medalhas de ouro. Vinícius Figueira Armelin, representante dos paulistas, trouxe uma das medalhas de ouro para São Paulo, enquanto Ivna L. Ferreira Lima levou sua medalha de ouro para o Ceará, estado em que também estudam João Victor Moreira Pimentel (prata) e Orisvaldo Salviano Neto (bronze). Com esse excelente desempenho, a delegação do Brasil subiu da 18ª para a 11ª posição entre os 76 países participantes.

2017

Os quatro estudantes brasileiros que representaram o Brasil na 49th International Chemistry Olympiad (IChO-2017), Nakhon Pathom, Tailândia, 76 países participantes) superaram os resultados de 2016 trazendo não duas mas três medalhas de prata e uma de bronze. A delegação do Brasil ficou na 18ª posição, à frente, por exemplo, de países europeus como Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha, Espanha e Portugal. A melhor classificação foi alcançada por Ligia Toscano Melo, medalhista da OQSP e representante do ESP na OBQ , seguida por Ivna Gomes, João Vitor Pimentel (todos prata) e Celso Renan Lima (bronze), todos cearenses.

2016

Os quatro estudantes brasileiros que representaram o Brasil na 48th International Chemistry Olympiad (IChO-2016) em Tblisi, na Georgia retornaram com medalhas. Os paulistas Vitor Gomes Pires e Pedro Seber e Silva conquistaram medalhas de prata e os cearenses Gabriel Ferreira Gomes Amgarten e Davi Oliveira Aragão conquistaram bronze no desafio que teve 317 competidores de 80 países. Dessa vez a delegação brasileira ficou à frente, por exemplo, das da Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha.

2015

O paulista Vitor Gomes Pires acrescentou a segunda medalha de prata às conquistas dos estudantes paulistas nas IChOs enquanto os cearences Pedro Teotonio de Sousa e Gabriel Ferreira Gomes Amgarten trouxeram medalhas de bronze da 47th IChO, realizada no Azerbaijão.

2014

Duas das três medalhas de bronze conquistadas pelos representantes brasileiros na 46th IChO, realizada em Hanoi, Vietnã, foram trazidas para São Paulo por Chan Song Moon e Kevin Eiji Iwashita.

2012

Uma medalha de prata da 44th IChO, realizada em Washington,EUA, foi conferida ao estudante paulista Daniel Arjona de Andrade Hara. No mesmo evento, outros três brasileiros conquistaram medalhas de bronze.

2011

Uma medalha de bronze da 43rd IChO, realizada na Turquia, foi conferida à estudante paulista Tábata C. A. de Pontes. No mesmo evento, outros dois brasileiros conquistaram medalhas, sendo uma de prata e uma de bronze.

2010

Vieram para o Estado de São Paulo as primeiras medalhas da IChO. Jéssica Kazumi Okuma e André Silva Franco conquistaram bronze na 42nd IChO, Japão, fato noticiado, por exemplo, pela ABICLOR (uma das patrocinadoras da OBQ e da OQSP), pela USP e pela Agência FAPESP.

Medalhas por ano na OIAQ

2019

(EM BREVE)

2017

Na XXII Olimpíada Ibero-americana de Química, realizada em Lima - Peru, de 08 a 15/10/2017, os representantes brasileiros conquistaram três medalhas de ouro e uma de prata, encabeçando a lista de 13 países participantes. Compuseram a delegação: Ivna Ferreira Gomes (ouro), Celso Soares (ouro), Lígia Toscano Melo (ouro medalhista da OQSP e inscrita pelo ESP) e João Victor Pimentel (prata).

2016

Na XXI Olimpíada Ibero-americana de Química, realizada em Bogotá, Colômbia, o paulista Vitor Gomes Pires conquistou medalha de ouro. O também paulista Pedro Seber e Silva e o cearense Gabriel Ferreira Gomes Amgarten retornaram com medalhas de prata e Davi Oliveira Aragão, também do Ceará, com medalha de bronze dessa olimpíada da qual participaram 17 países.

2015

Os quatro brasileiros apareceram no quadro de medalhas da XX Olimpíada Ibero-Americana de Química, realizada em Teresina, PI, com duas de ouro (Gabriel F. G. Amgarten e Vitor G. Pires) e duas de prata (João M. Cortez Filho e Pedro T. de Sousa).

2014

Os quatro brasileiros que foram a Montevidéu, Uruguai, alcançaram três medalhas de prata e uma de bronze, cabendo duas das de prata aos paulistas Chan Song Moon e Kevin Eiji Iwashita.

2012

Toda a delegação brasileira retornou da Argentina com medalhas: o paulista Daniel Hara (ouro) e os cearenses Vitória Medeiros (ouro) Gabriel Pinheiro (prata) e Ramon da Silva (prata).

2011

A estudante paulista Tábata C. A. de Pontes e dois estudantes do Ceará, conquistaram medalhas de ouro e o paulista Daniel Hara trouxe uma medalha de prata da OIAQ realizada em Teresina, PI.

2010

Os paulistas Jéssica Kazumi Okuma e André Silva Franco conquistaram medalhas de ouro na OIAQ realizada no México.

2009

Pela primeira vez, um estudante paulista, Daniel Kakiuthi, retornou com medalha de bronze de uma OIAQ, realizada em Cuba.


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